domingo, 31 de maio de 2015

Um verdadeiro post de merda.

Por Ana


A verdade é que quando leio estas notícias sinto que tenho que as partilhar com alguém:

"Já pensou se pudéssemos utilizar fezes de animais para servirem de combustíveis para carros e autocarros? Parece bizarro, mas o Bus Hound, autocarro que circula na Inglaterra, é movido a cocó de vaca, o que o torna totalmente sustentável. A empresa fabricante, Reading Buses, provou que, além de utilizar um combustível alternativo e limpo, o veículo é eficiente e super veloz." 
Retirado daqui.

Nível de utilidade deste post? Zero, eu sei. 
Bom fim de semana!

sábado, 30 de maio de 2015

50

Por Isa



O número só por si, assusta. É pesado, embora sendo só a continuação do 49, seguindo o curso estabelecido pela numerologia. É giro quando estamos a contar dinheiro, sapatos, malas, roupa, namorados ou likes na nossa foto de perfil no face, mas se estivermos a contar idade, são outros tostões. Corre tudo relativamente bem até à véspera, depois há ali um crime qualquer à passagem da meia-noite, que como que nos tele-transporta  pra um corredor da morte, no qual estamos todos, mas ali a noção de perigo impõe-se. Um numero  não escolhe géneros, mas é sempre muito pior para as mulheres.(Claro). Socialmente falando, acho que nunca se viveram tempos em que o preconceito fosse tão combatido e paralelamente tão acérrimo. Meninas fazem o que sempre fizeram, querem ser mulheres rapidamente, a diferença é que antes ficavam-se pelo desespero de quererem muito, ninguém lhes ligava nenhuma, agora há máquinas de marketing fortíssimas a convencerem-nas de que são mesmo. Tratamentos de pele, desde a simples hidratação até aos mais agressivos, são publicitados por pitas que parecem saídas de uma vídeo conferência dos úteros de suas mães, para o mundo, e o mundo, atónito, confuso, mas nem por isso menos receptivo, capta a mensagem subjacente. A ruga é uma coisa mesmo muito desagradável à vista de cada um, a ciência promove a longevidade, a cosmética cobra-nos big time os anitos a mais. Morra-se, mas morra-se com pele de rabinho de bebé, e pelos 12 deuses do sagrado Olimpo não lhes façamos agora a desfeita de morrermos inesteticamente. Sem rugas. Magras. Frescas. Tonificadas, e com 102 anos de idade, que assim é que é um cadáver como deve ser.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

E toda a efabulação será perdoada. Problemas há cuja solução é recusar a sua existência



Adeus auto-ajuda, adeus auto-conhecimento. Conheça os traços da ilusão e do auto-engano com proveito para o ego. Saiba o que fazer para uma existência diária mais feliz. O sujeito:

  • deve elaborar um retrato heróico, ou edificante, da sua pessoa, em todas as situações, mesmo que implausíveis;
  • deve julgar possuir um controlo maior sobre a sua vida do que aquele que realmente tem;
  • deve acreditar que o futuro será melhor que a soma de todos os factos presentes podem justificar por qualquer forma;
  • deve atribuir qualquer sucesso à sua inteligência, ou qualidades pessoais, e os falhanços à injustiça ou circunstâncias externas;
  • deve afiançar sempre que teve um contributo importante e decisivo em acontecimentos passados: «Fiz a diferença»;
  • deve pensar que é dotado de qualidades especiais:«Sou único»;
  • deve garantir que é possuidor de uma superior integridade moral:«Nunca faria isso.»

Este banco de jardim não é para novos

Por Maria das Palavras



http://en.wikipedia.org/wiki/Bench_(furniture)


Não me perguntem porque é que eu estava sentada no 1º de Maio naquele banco de jardim à frente da igreja, literalmente a secar ao sol, com a companhia de um mau livro. Mas saibam que tinha de lá estar e o sinal 3g do telemóvel estava fraco (daí ter de recorrer ao mau livro que ainda andava na mala). Saibam que face à situação do momento era a minha melhor opção. 


Quando a missa terminou havia uma espécie de evento em torno da igreja, pelo que muita gente se manteve por ali. Fiz o melhor que pude para me manter atenta ao mau livro e esperar que o tempo voasse mais que as abelhas que por ali pairavam.

Mas com o fim da missa, veio o terror maior para qualquer jovem sentado num banco de jardim: magotes de velhos.

Mudei ligeiramente a posição para ter uma postura mais defensiva e prendi com maior firmeza os olhos ao livro como quem está alheado de tudo à volta. Mas senti um grupo cacarejante a aproximar-se em passo coxo. Não era só um grupo de velhotas: era o grupo do banco da frente da missa, sei por certo.  As poupas altas, os modelitos das lojas de bairro, as conversas sobre todos os habitantes da cidade sem exceção, a começar pelo comportamento do Sr.Padre, denunciaram-nas.
E foi então que senti o seu olhar conjunto sobre mim, com mais poder que o sol quente que me estava a fritar a cabeça há mais de meia hora. O magnetismo delas e a força contrária da pouca atração do livro, levaram-me a cometer o erro: levantei a cabeça.

Pupas e borboletas

Por Gaffe

Coby Whitmore
Haverá vida depois de uma traição?
A questão não é trivial, básica ou mesmo inconclusiva. Atinge uma enorme quantidade de gente que se vê de súbito sem chão e sem tecto, suspensa da surpresa de se sentir o outro ou a outra quando sempre acreditou que era a origem e o fim de todas as emoções que povoavam o coração que agora se descobre ser infiel.
Não é fácil lidarmos com o facto de percebermos que a metamorfose que se opera em nós é o inverso da das borboletas. De um fabuloso insecto alado e colorido, embainhamos a alma e passamos ao estado de casulo. Mas não é impossível enfrentarmos o facto de, nesse casulo, a membrana que nos separa do exterior correr risco de ruptura, perfurada pelos aguçados chifres mafarricos que ostentamos na testa metafórica.
É evidente que a Gaffe já foi traída. Na altura, ficou afásica e posteriormente catatónica. Recolheu-se na cela da sua mais profunda desilusão e decidiu que jamais voltaria a acreditar em quem quer que fosse, sobretudo se o quem quer que fosse tivesse barba e outros atributos mais esconsos, dignos de fazer perder a transmontana a uma rapariga mais incauta.
Neste estado, acabou por evitar a todo o custo aproximações mais ou menos subtis de promessas interessantes e credíveis.
Voltar a acreditar é como beber um café que ficou frio. Jamais terá o sabor do Expresso acabado de servir, mesmo que esse Expresso seja o da meia-noite. Ficamos sempre com a sensação de que nele foi cometido um crime e que o cadáver se transformou em borra no fundo da chávena.     
Sair deste estado de letargia emocional leva algum tempo, mas há sintomas de progressos que não devemos ignorar e que não passam pelas tradicionais fases descritas nos manuais da especialidade.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

As mais giras são doentes dos nervos

Por Patife



Esta anda sempre com o iPhone 6 em riste. Diz que é um instrumento de trabalho mas só a vejo tirar selfies que publica sofregamente nas redes sociais. Durante o jantar deixou arrefecer todos os pratos para os fotografar, enquanto eu comia perante o seu ar de desfaçatez por ter começado antes dela. Consegue falar mais do que eu, que é coisa que me deixa profundamente aborrecido, só pelo facto de não a querer conhecer assim tão bem. Nenhuma pinada vale este tormento. O problema é que sempre que penso isto, parece que ela se curva de propósito e eu fico petrificado a olhar para as suas mamas pendidas sobre a minha imaturidade. Diz que os homens são todos fúteis e obcecados pelo físico enquanto emproa o busto e comprime os lábios para tirar mais uma selfie para se mostrar no restaurante da moda e publica no Facebook. Acha-se por certo uma espécie de Kardashian de Bucelas, com uma legião de saloios seguidores interessados em saber sempre onde ela está e o que está a fazer. Estranhamente isto excita-me, pois penso que irá fazer o mesmo quando estivermos a pinar, uma vez que não houve uma ação durante todo este encontro que não fosse registada pela câmara do telefone. Duvido que a câmara tenha amplitude para apanhar aqui o meu Pacheco na sua totalidade, mas sou muito pilogénico, pelo que não me incomoda. Diz que gostava de tratar os homens como eles tratam as mulheres, como se fossem meros nacos de carne sem sentimentos, para ver se eles gostavam. Tento encorajar o comportamento desde logo, mas já vai lançada na catadupa de disparos sinápticos feministas e nem me ouve. Não se cansa de dizer que despeita a maioria dos homens, essa “sub-espécie de raciocínio básico”, enquanto vai lendo em voz alta, com elevado entusiasmo, os comentários elogiosos dos homens às selfies que entretanto publicou. Ficaria confuso com isto, se não me estivesse profusamente nas tintas para ela. Pediu a sobremesa, presumo que apenas para a fotografar pois mal a provou.

Na linha de Sintra cheira a rosas

Por Filipa Brás






Já muito se dissertou sobre o cheiro que paira nos comboios da linha de Sintra. Livros, obras literárias imensas, palestras, conferências esgotadas, eu sei, mas vai mesmo ter de ser. 
Não falo do cheiro do comboio das 17h. Nesse horário cheira a funcionário público e horas frescas. Se a preguiça tivesse cheiro, cheirava ao comboio das cinco. Cheira a fato e a gravata, cheira a má vontade e enfado. Cheira a mulheres feias e a perfume de marca. O ar é límpido com uma breve brisa a Margaridas acabadas de colher, as viagens correm mansas no comboio das cinco.
Falo do cheiro do comboio das 19h, o comboio do povo, o comboio de quem acha que tem mais direitos, o comboio do salve-se quem puder, e quando dá ao povo para feder, o povo fede.
Uma pessoa sai do comboio das 19h com as defesas em baixo e o sistema imunológico a dar de si. No comboio das sete, cheira a lama e a lagos de água parada e isto sou eu a falar, que além de simpática sou uma romântica. Cheira a quem poupa água, cheira a cansaço e a cuecas sujas. Cheira a peúgas rijas do chulé, a refogado velho e a etar descoberta.
E deve ser devido a estes cheiros em permanente ebulição que o cérebro destas pessoas mingua, faz com que regridam no tempo e de repente estamos todos na selva. Esta é a sub-fauna que nos calou na rifa, sobretudo na de quem está no meio errado.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

"Onde é que queres ir almoçar?" // "Tanto faz..."

Não podemos continuar a banalizar este conceito. "Tanto faz" para aqui, "tanto faz" para ali. A vida não se coaduna com tamanha indecisão. 

Já que queriam fazer alterações à Grafia Portuguesa, em vez de terem feito a pouca vergonha que fizeram, tinham alertado o povo para a generalização de expressões populares que em nada nos beneficiam.

E é desta forma que quero anunciar o verdadeiro significado de "tanto faz":



Vota POC. Vota no Serviço Público.

Certas e determinadas coisas, nomeadamente diversas #3 - Andaimes de auto-estima

Por Factos de Treino

Os homens - principalmente os casados que se encontram afastados da alta-competição há algum tempo - como não ouvem piropos a toda a hora, nunca sabem se continuam "no mercado de transferências" e, pior ainda, qual a sua cotação nesse mercado. Podem até treinar com bola de vez em quando (o equivalente a ir beber um copo com amigos duas vezes por mês) mas nada se compara à adrenalina da competição, à emoção de entrar em campo sem nunca saber se é para perder ou golear mas sempre disposto a dar tudo (acreditando que se usar a estratégia certa, a "adversária" também dará tudo).

Só aí, nos jogos oficiais, é que um homem sente se anda a jogar para ir à Champions... se tem possibilidade de vir a integrar um Real de Madrid... se anda a ser seguido por "olheiros" da liga inglesa... se é um clube de meio da tabela que já se dá por contente por ir, de vez em quando, à Europa... ou se as suas ambições se limitam a lutar para não descer de divisão.

Por isso, não poucas vezes, a única forma que tem de perceber o que diz a opinião pública é perguntando às suas amigas de confiança, se as amigas delas o papavam. Só naquela de acelerar a circulação sanguínea e aumentar a autoestima.

terça-feira, 26 de maio de 2015

"Nós"

Por Onónimo Quiescente


Estórias de Arlequim
- #1, d’ O Amor -

Cupido e Psique
William Bouguereau

A narrativa do amoroso Arlequim começa, como tantas outras, na ingenuidade do Sonho, o inocente idealismo da adolescência, repleta de lirismo literário, desprovida daquele pragmatismo que a Realidade outorga apenas no decurso do Tempo - homens sábios chamam-lhe Maturidade, pretexto de toda a Desilusão.

São tempos idílicos para Arlequim, tempos em que sonha voar, irrestrito, saciado unicamente pela simples companhia da sua alma gémea - Amada.

Chapéus há muitos, mas este é tudo menos palerma!

Por Uva Passa

Estou rendida ao novo UnBrella, o chapéu de chuva invertido.
Bem sei que já não estamos em tempo de chuva, e que abril já lá vai, mas não resisto em partilhar convosco esta oitava-maravilha-da-natureza-imaginativa-humana, e que muita pena tenho de não ter para mim.
Parece que a inovação já leva uns bons anos de existência (como é que é possível?) mas parece que por terras lusas ainda ninguém lhe viu potencial. 
Serei só eu que não acha esta ideia uma completa espatafurdisse?
Vejam lá se isto não é uma ideia genial.


É absolutamente normal. 
Fica ali um bocadinho aracnídeo no cimo, mas não é nada que não se aguente.


Dá para pousar no chão sem estar pendurado.


E não te molhas nem um bocadinho quando o fechas.



Take a look at the trailer e digam-me, se souberem, o porquê de não usarmos isto cá às pazadas.


Querooooooo!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 25 de maio de 2015

And now for something completely different

Por Gajo Porreiro




 
A ti, acéfalo condutor que habitualmente circulas na faixa do meio da autoestrada** quando a direita está livre, ou que utilizas a faixa da esquerda quando vais a 121 km/h porque achas que vais muito depressa, eu desejo…

… que marres com os cornos no pilar de um viaduto sem que daí resulte em ti sequer um arranhão, mas que o carro vá para a sucata e não tenhas dinheiro para comprar outro. 

… que ao chegares a casa já fora d’horas, triste e assustado, encontres a tua cara-metade a mamar sofregamente o veiúdo a um sem-abrigo moçambicano, com ar de satisfação e baba a escorrer-lhe pelos cantos da boca. 

que ao saíres dali para ir afogar as mágoas em gin tónico escorregues num cagalhão mole e aterres com o focinho noutro, segundos antes de receberes uma chamada dos Recursos Humanos a comunicar extinção do teu posto de trabalho e que no dia seguinte já não precisas de te apresentar na empresa, altura em que és abordado por três ciganos que, além de te assaltarem, te põem o cocó andar em contra-mão até ficares com o arelho em ferida e te atiram, nu, para um canto escuro e sujo onde um  cão sarnento e pejado de carraças te mija em cima e te tenta montar. 

Hoje deu me para isto...#1

Por Margarida

Eu até podia pedir conselhos sobre moda às fashionistas desta vida, mas modéstia à parte, acho que não preciso mesmo nada disso, pois não?

Outfit utilizado para ir ao pão...mas que também vai muito bem para à matiné de Domingo, afinal os jumpsuits são uma tendência versátil e são sempre must para todas as ocasiões, excepto para ir à casa de banho, aí são uma grande bosta!