Podia ser simpática e citar o ditado que nos informa que “interessa a magia, não o tamanho da varinha de condão”, ou que “os homens não se medem aos palmos”. Seria consolador e tranquilizante para os nossos queridos que se medem apenas com palmas. No entanto, lamento dizer que quanto maior é a magia que um homem consegue criar, maior a expectativa que se acrescenta a tanto malabarismo. Uma rapariga espera sempre que salte um valentão bravio, potente e imponente da cartola que se remexeu com uma perícia de fazer corar Madame Bovary e não o branco e delicado coelhinho das delícias do Natal de propaganda infantilóide.
Segundo estudos recentíssimos e rigorosíssimos, um pénis caucasiano em erecção mede entre 12 e 16 cm. Existem portanto uns limites confortáveis e espaçosos, não humilhando (quase) ninguém. Dir-se-á portanto, com uma certa dose excessiva de bazófia que o pénis em erecção dobra o seu tamanho - embora também possua flexibilidade suficiente para dobrar outras características.
Se o pénis está dentro destes valores quando outros valores mais altos se levantam, o rapaz pode, não direi ficar descansado porque seria um desperdício de talento bruto, mas procurar a cartolinha que lhe sirva.
Se fica aquém, não é caso para desespero. Em última instância o rapaz deverá procurar ser poliglota.









