sexta-feira, 12 de junho de 2015

Tamanhos e tamanhinhos

Por Gaffe


Podia ser simpática e citar o ditado que nos informa que “interessa a magia, não o tamanho da varinha de condão”, ou que “os homens não se medem aos palmos”. Seria consolador e tranquilizante para os nossos queridos que se medem apenas com palmas. No entanto,  lamento dizer que quanto maior é a magia que um homem consegue criar, maior a expectativa que se acrescenta a tanto malabarismo. Uma rapariga espera sempre que salte um valentão bravio, potente e imponente da cartola que se remexeu com uma perícia de fazer corar Madame Bovary e não o branco e delicado coelhinho das delícias do Natal de propaganda infantilóide.

Segundo estudos recentíssimos e rigorosíssimos, um pénis caucasiano em erecção mede entre 12 e 16 cm. Existem portanto uns limites confortáveis e espaçosos, não humilhando (quase) ninguém. Dir-se-á portanto, com uma certa dose excessiva de bazófia que o pénis em erecção dobra   o seu tamanho - embora também possua flexibilidade suficiente para dobrar outras características.

Se o pénis está dentro destes valores quando outros valores mais altos se levantam, o rapaz pode, não direi ficar descansado porque seria um desperdício de talento bruto, mas procurar a cartolinha que lhe sirva.

Se fica aquém, não é caso para desespero. Em última instância o rapaz deverá procurar ser poliglota.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Nesta data querida...

Por Patife


Todos os anos comemoro o meu analversário. No fundo sou um romântico que gosta de assinalar as datas festivas, como esta que marca o início da era do anal aqui para o Pacheco. Levo isso muito a sério e todos os anos saio à rua para encontrar uma mafarrica disposta a entrar nos festejos enquanto eu entro na sua pandeireta. Este ano foi relativamente simples pois o Chiado em dia de feriado é um regabofe de chona a pulular por atenção de uma pichota. Sento-me a beber a minha cerveja e assim que vejo aqueles quadris a andar, depressa percebo que está pronta para ser montada. Em menos de nada já tinha a magana de quatro no meu sofá, pronta para a festa rija do meu pincel. A rapariga proporcionou um analversário digno de registo mas no final estava toda orgulhosa por ter aguentado com o mítico Pacheco pelo rabo acima. Ora eu cá tenho uma reputação sexual a defender e não posso permitir que uma moçoila ache que levou com toda a grandiosidade do Pacheco rabiosque acima e sobreviveu para contar a história. Por isso apressei-me a explicar-lhe: “Ó princesa, escusas de estar de peito todo inchado que na verdade nem metade chegou a entrar”. Aqui ela aproxima-se de uma raiva difícil de explicar, que só conhece novos patamares quando lhe digo que ela devia era agradecer pois eu estava a ser cortês. Não correu bem: “Estavas a ser cortês? Estavas a sodomizar-me à bruta, o que tem isso de cortês?”. Curiosamente o facto dela ter estado a vir-se em cascata descontrolada de prazer com o rabo no espeto não veio à baila. Nem o ter-me pedido para a tratar por puta enquanto alojava o bajolo nas suas bimbas. Destas não deve ter ela dúvidas sobre o grau de cortesia. Mas pronto. Como sou um tipo com uma capacidade lógica notável, depressa percebi que a moça queria era poder dizer às amigas que tinha aguentado com o Pacheco e que o facto de ter usado apenas meio-tarolo a fez sentir diminuída e indigna. Por isso, puxei-a novamente para mim e dei-lhe o maior aviamento de que há memória, pelo menos esta semana. Até a sua pachacha suspirou no fim.

Os cabrões blogoesféricos

Por Filipa Brás

Os cabrões blogoesféricos estão para certas leitoras como os cogumelos, aqueles grandes e gordos, estão para a humidade. Estão em franca expansão, alguém visionário e investidor havia de agarrar nestes gajos todos e nas massas que arrastam, e fazer um negócio qualquer. 
O pitch é rápido: normalmente são homens fisicamente desinteressantes, porém com alguma sapiência, há que dizê-lo com algum despudor. Ora, estando na posse da útil e perigosa informação de que a mulher se apaixona pelo que ouve/lê, está bom de perceber que está a puta armada. O cabrão blogoesférico não tem planos para deixar de ser virtual, pode parecer um tarolo à vontade, um trolha de palito na boca e unha mindinha nas alcagoitas, que tal não influencia em nada a sua fama. Regra geral não é solteiro mas virtualmente vale tudo por um twist que lhe alegre a prevertida blogoexistência e diverte-se com isto de brincar com tontas deslumbradas, as tais leitoras. Fervorosas militantes, não deixam passar um post em branco, tendo o extremo cuidado de não serem as primeiras a comentar para não parecerem demasiado desesperadas. Concordantes, só lêem maravilhas onde os outros reviram os olhos, encolhem os ombros e vão à sua vida. O cabrão blogoesférico alimenta-se destas pequenas demonstrações de afecto, vive de suspiros e afagos ao seu pequeno ego e cresce perante a possibilidade de perder o controlo que julga deter sobre as suas comentadoras. Gosta de ser vago quando troca emails e/ou comentários com as suas afagadoras de topo; é uma pequena vitória para elas, um grande passo para a condição feminina no geral, uma resposta do rei dos blogues, em que este diz uma merda qualquer que na maioria das vezes não é percebido muito bem, mas o que é que isso interessa? O mistério dá cabo da cabeça à mulheres, já se sabe. Pode ser uma merda, mas se estiver envolto nalgum mistério e num papel de embrulho mais-ou-menos, está tudo lixado, já não há descanso. 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Quando uma imagem vale mesmo mil palavras

Por Uva Passa


Eu teria, se pudesse, um rio de palavras para vos contar sobre o Reno, sobre isto que vejo a cada dia, sobre esta alegria de fazer parte, de poder estar, de ter vindo.
Poderia, se pudesse.
Ainda não posso.
Tenho o coração inundado.

Abraços a todos.
Volto em breve.

Tenho que ir comprar tabaco

Obrigado aos milhares de fãs que me escreveram nos últimos dias a pedir para não sair, mesmo antes de saberem que ia fazê-lo. 

É, esta é a minha despedida do Desblogue d'Elite.

Agradeço o convite que recebi, fiquei perplexo e lisonjeado. 
Não fui empurrado para fora, como Luís Filipe Vieira fez a Jorge Jesus, nem tão-pouco assinei por um rival, mas razões do forno psiquiátrico levaram-me a tomar esta decisão.  

Que este projecto seja um sucesso.


Certas e determinadas coisas, nomeadamente diversas #5 - Textos nos feriados de Junho!?

Por Factos de Treino



...quando estão todos ressacados de uma noite cerveja e sardinha assada? Quando o texto sai às 09h e vocês só o vão ler lá para as 16h, depois de chegarem a casa sem saber como se chamava a pessoa na casa da qual acordaram!? Quando a preocupação é ir para a praia recuperar a cor que perderam na noite anterior? Quando o telemóvel serve essencialmente para mandar mensagens aos amigos a contar proezas sexuais que nem sabiam que conseguiam fazer!?

Não contem comigo para isso.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Problemas ... (& Soluções?)

Por Onónimo Quiescente


Não, não é um post acerca de sexo. Não porque não tenha problemas mas porque tenho tão pouco. É acerca do tema da actualidade, o escândalo que rebentou com portugal na comunicação social. Que mais poderia ser? Futebol! E os media deliram, comentam em tempo real, antecipam, desmentem, colocam jornalistas à porta dos envolvidos, no eterno risotto que é a sua patética actividade. 

Admito que este conteúdo, redigido no fulgor do momento, esteja já desactualizado quando for publicado. Enfim, faz-se o que se pode, a bem da nação (A Pátria honrai, que a Pátria vos contempla, como imagino que a gente de avental recite lá nas catacumbas das suas brincadeiras aos castelos). 

Aproveito a ausência do onónimo para escrever sobre futebol. Ele foi simpatizante do SLB. Foi e não era. Deu-lhe como uma gripe leve e logo lhe passou. Adolescência, pressão de pares, etc., afinal o rapaz também não é de ferro, embora o pense com frequência.

Neste espírito, e com a ambição de contribuir para a solução do actual problema do Sporting Clube de Portugal, que já tem treinador principal mas parece necessitado de presidente, sugiro para o cargo:

8 mentiras que me contaram acerca da vida de universitária.

Por Ana


1. O primeiro ano vai ser o melhor da tua vida.
Não podia estar mais em desacordo. O meu primeiro ano não foi de todo o melhor. Diria até que foi um dos piores. A adaptação a uma cidade diferente da minha foi difícil, principalmente de quem vem de uma cidade pequena para uma cidade grande como Lisboa. Outras situações contribuíram para que se tornasse num ano complicado. Ainda assim foi uma ano essencial para crescer a nível psicológico e criar bases no que diz respeito ao desenvolvimento de maturidade.

2. Não há rivalidades entre universitários porque estão todos a lutar pelo mesmo.
Bullshit! Se soubessem a quantidade de gente que anda ali a tentar lixar o colega. Ui, diria que é quase uma selva.

3. É na praxe que fazes as amizades que duram toda a vida.
Não sou a favor da praxe. Nem sou anti-praxe. Sou da opinião que somos todos seres diferentes e que temos livre arbítrio e capacidade mental suficiente para decidir...bem, pelo menos alguns terão. Fui praxada no primeiro ano. Não achei grande piada à coisa. Quando chegou o ano seguinte, altura em que acharia que me daria um gozo imenso meter pessoal a rastejar aos meus pés, desisti. Desisti porque não gostei e não me enquadrei. Se fiz amizades? Claro que fiz. Se serão para a vida? Só o tempo o dirá. Mas acredito que muitas das pessoas que conheci acabarão por seguir caminhos opostos ao meu. No entanto, há sempre duas ou três pessoas que sei que irei manter o máximo de tempo possível.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Quimera, ou devaneios em forma de blog



            Ecoará nestas palavras o repto lançado pela dúvida que sob batuta ditadora me levou a penejar num exercício isagógico de desblogar, perfilando-se diante de mim como dominatrix exigindo um despost acerca dos pressupostos intencionais dos bloggers e suas projecções magistrais, dilucidando entre factos e palavras como realidades distintas, qual masculino versus feminino, numa guerra de Ohs inteiramente diversos e diretamente acessíveis a todos.
            Nestas titubeantes incursões por territórios virgens onde nenhum mestre antes desblogara acabou por se enlaçar a vida com a vontade proporcionando o almejado diálogo universal, racional ou não.
            Foi então que ressoou o riso escuro do pavão sem luto, qual Incubus que nem Orfeu acalma nem Hércules subjuga. E, como se procurasse Eurídice por entre os fantasmas dos mortos, dei por mim a apalpar todos os corpos de Vénus vivas. Afinal, um blogger, qual Visconde D. João de Tenor, vive ligações heróicas e outras coisas emocionantes, permitindo imaginar o que se não sabe com desejos de o conhecer.
            Continuando neste campo de ficção paradigmática, ofereço-vos a minha perspetiva especulativa: um blog é invenção, astúcia, conversa, desonesto e é tão leal.
            Assim, movido pela intimidade confessional, com a culpa embargada num raro desabafo mortificado, reconheço que assassinei os factos e endeusei as palavras. Ato de Contrição!
Sem arrependimento nem condenação, proclamo como Auto de Fé:
Num blog cabem todas as palavras.
            Mesmo as que te engasgam.
                        As que não conheces e as que só tu conheces.
                                   As que te assustam e as que te acalentam.
                                               As que queres esquecer e as que nunca existiram.
                                                           As eternas.
                                                                       No teu blogue, cabem todas as tuas palavras.
                                                                                  Mesmo as que tens medo de dizer.
                                                                                                          Amo-te!


A melancolia do final rejeita asteriscos e um blog é também um jogo interferente, pelo que deixo a dissidência ao vosso critério.


(Caspar David Friedrich) 


Post gentilmente escrito por Outro Ente


Bipolaridade...

...ou extremo bom gosto?


(parte do conteúdo do porta luvas do meu carro)

domingo, 7 de junho de 2015

Coisas de gaja (ou então não).

Por Ana


Odeio de morte pintar as unhas.
Detesto andar horas em centros comerciais e experimentar todos os 520 pares de sapatos da Zara.
Sou louca por sapatos rasos, quase choro quando me metem saltos à frente.
Não tenho medo de aranhas e a minha cor favorita não é o rosa.
Nunca falei de pormenores da minha vida sexual às gajas que mal conheço das aulas de zumba.
Não trato ninguém por "querida" e estar duas horas num cabeleireiro não é de todo das minhas atividades favoritas.
Quando era miúda não gostava de barbies. 
Nunca me enrolei com o namorado de nenhuma amiga (isto sim, es-cân-da-lo).
Quando digo que estou gorda, é porque estou mesmo.
De manhã demoro mais tempo a sair da cama do que a maquilhar-me e vestir-me.
Não entro em vias de um ataque cardíaco quando uma mulher está numa festa com um vestido igual ao meu.
Nem todas as namoradas dos meus ex são putas.

sábado, 6 de junho de 2015

"They told me to take a streetcar named Desire, and then transfer to one called Cemeteries and ride six blocks and get off at Elysian Fields! "

Por Isa



                                                                    Ivan Capelo Photography

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Porque, qual Ismenódora, defende o amor contra a fornicação


Denise Grünstein

O "h" é mudo, Beethoven foi surdo, o Amor é cego, e ela é péssima na cama.