segunda-feira, 13 de julho de 2015
TED - O filme
Já sei que vou para aí com 3 anos de atraso, mas as coisas são como são e só agora vi esse aparentemente tão famoso filme. Falo do ursinho Ted!
Na altura ouvi todas as críticas e mais algumas, a melhor delas é que era feito por Seth McFarlarne, criador de Family Guy. Ora o não gostar mesmo nadinha de Family Guy fez com nunca tivesse muita curiosidade em ver o filme na altura (I'm a Simpsons kinda girl).
Mas acontece que ultimamente tive uns tempos de aborrecimento e lembrei-me de nada melhor do que dar o play em TED (o primeiro filme).
Pois que não vos vou contar nada, nem spoilers porque no fundo não há quase nada para contar. Conteúdo? Está muito perto de zero!
Piadas? Onde é que elas andam?
Tirando um momento ou outro mais engraçado (note-se que não é hilariante, apenas engraçado. É como aquele rapaz que não é giro, é simpático!) foi uma grande desilusão. Só não foi maior porque já não esperava grande coisa do enredo. Tem Mila Kunis completamente mal aproveitada e o resto é paisage.
Ted é o equivalente para homens aquelas comédias românticas péssimas (Hello Nicholas Sparks!) para mulheres. São uma grande bosta mas toda a gente parece adorar!
Portanto meus caros, se tiverem coisas mais interessantes para fazer não vejam este Ted, façam as coisas que têm para fazer, sei lá limpar o pó, lavar o carros, arrumar o armário...
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Aquela pessoa #3 Por Maria das Palavras
Que se senta ao pé de ti num sítio público (cinema, autocarro, etc) quando há outros 385 lugares vagos onde não teria de se encostar a ninguém. Porquêêêê?!
A única vantagem é que ficas a saber que não cheiras mal, não tens aspeto de estar com uma doença contagiosa por mais que estejas branca de ainda não teres ido tanto à praia quanto toda a restante população e, claro, que o teu ar rosnador não surtiu efeito e até consegues parecer aquilo que tens a certeza que não és (simpática).
Marcadores:
Maria das Palavras,
Relações Interpessoais
quarta-feira, 8 de julho de 2015
A Preguiça em Post Por Onónimo Quiescente
Relaxado na Praia, embalado no som das ondas do Mar e em pleno impasse intelectual, ajo em sentido contrário ao meu temperamento. Deixo assim, a quem possa interessar, uma lista sucinta de obras que me acompanham neste período lúdico. Nada mais que um curto interlúdio na azáfama do quotidiano. Uma espécie de *o que é que estás a fazer quando não estás a ser o onónimo nem o quiescente, ou, estórias de períodos dissociativos, irrelevâncias e similares*.
TV
The Honourable Woman
Mini-série de invulgar qualidade, na narrativa, elenco, caracterização de personagens. Quem apreciar le Carré não ficará desiludido.
(já sei que se falar da guerra de tronos haverá motins)
Mini-série de invulgar qualidade, na narrativa, elenco, caracterização de personagens. Quem apreciar le Carré não ficará desiludido.
(já sei que se falar da guerra de tronos haverá motins)
Cinema
Holy Motors
Magnífico, evocativo, surpreendente, o cinema visto pelo Cinema, com um olhar irónico e melancólico.
Baraka
Pertence a um minúsculo leque de obras que desafia a descrição convencional. Para ser sentido.
Baraka
Pertence a um minúsculo leque de obras que desafia a descrição convencional. Para ser sentido.
Literatura
The Hydrogen Sonata, Iain M. Banks, recordando que a melhor ficção especulativa nem sempre é produzida por cientistas. De uma criatividade, ironia e inteligência acutilantes, derradeira obra acerca da utopia tecnológica, pós-escassez, anarco-socialista, que é a Culture.
Tempo de Combate, Baptista Bastos, com a ironia de transformá-lo em livro de praia. Tenho vontade de transcrever aqui a totalidade da obra, mas fico pela citação da capa, que bem poderia ser um eloquente epitáfio para Portugal, para a Grécia e para a União Europeia:
*Não podemos deixar que o cortejo de aldrabices continue impune. Já não se trata apenas, e seria muito, da miséria material em que vivemos, do desespero sem luz, da fome que assola milhares e milhares de portugueses. É da decadência viscosa, do abatimento da alma, da destruição do espírito que nos enleia. Não podemos, nem devemos, admitir que esta gentalha destrua o que ainda deixou restar da decência, da honra e da dignidade da nação e da pátria. Acordai, Cidadãos!*
*Não podemos deixar que o cortejo de aldrabices continue impune. Já não se trata apenas, e seria muito, da miséria material em que vivemos, do desespero sem luz, da fome que assola milhares e milhares de portugueses. É da decadência viscosa, do abatimento da alma, da destruição do espírito que nos enleia. Não podemos, nem devemos, admitir que esta gentalha destrua o que ainda deixou restar da decência, da honra e da dignidade da nação e da pátria. Acordai, Cidadãos!*
Música
In a Bar, Tango with Lions, influência da minha melhor metade. Música que, por algum motivo não completamente consciente, me faz pensar nos Gregos que aguardam a sua esmola em filas.
Marcadores:
Abnóxios Anódinos,
onónimo quiescente
Frescuras Por Gaffe
Não é de todo necessário que os homens masquem uma pastilha de mentol antes de beijar. Pode não parecer, mas não é assim tão refrescante sentirmos a brisa fresca das montanhas da Suiça contra os dentes, não é convidativo ouvirmos a Julie Christie a cantar umas tolices pela nossa garganta abaixo e é constrangedor sentirmos a Heidi debaixo da língua.
Escovar os dentes resulta.
Depois, apesar de todas nós sabermos que só os vegetarianos conseguem ter na boca a frescura de uma horta orvalhada ou no mínimo de uma salada minimal, nunca uma rapariga permanecerá por muito tempo no palato de um homem que lhe lembra a dieta.
Marcadores:
Gaffe
terça-feira, 7 de julho de 2015
Acho tudo muito interessante, que acho, mas para mim não! Por Uva Passa
Agora tinha lá paciência para me enfiar dentro de uma redoma de vidro nas férias, eu?
Ahh e tal, é um hotel-design, nas montanhas, paredes de vidro, uma vista fabulosa para o rio, à noite o céu vê-se em toda a sua amplitude, uma coisa mesmo, mesmo diferente.
Estais todos loucos?
Então e as necessidades? Vêm por ali abaixo é? Ou guardamos numa caixinha, também de vidro, que faz pandant com o receptáculo da água de lavar os dentes?
É que às vezes os designer, se lhes dermos trela, eles desatam a fazer coisas sem jeiteira nenhuma.
Um hotel de vidro pendurado na montanhas do Perú? Só se for para a nidificação da passarada, que de resto deverão ser os únicos que lá conseguirão chegar sem ficarem depenados.
A sério pessoas, em bem sei que a imaginação humana é coisa séria, mas ... não brinquem comigo!
Daqui @ http://www.naturavive.com/index.php/pt/
Ahh e tal, é um hotel-design, nas montanhas, paredes de vidro, uma vista fabulosa para o rio, à noite o céu vê-se em toda a sua amplitude, uma coisa mesmo, mesmo diferente.
Estais todos loucos?
Então e as necessidades? Vêm por ali abaixo é? Ou guardamos numa caixinha, também de vidro, que faz pandant com o receptáculo da água de lavar os dentes?
É que às vezes os designer, se lhes dermos trela, eles desatam a fazer coisas sem jeiteira nenhuma.
Um hotel de vidro pendurado na montanhas do Perú? Só se for para a nidificação da passarada, que de resto deverão ser os únicos que lá conseguirão chegar sem ficarem depenados.
A sério pessoas, em bem sei que a imaginação humana é coisa séria, mas ... não brinquem comigo!
Daqui @ http://www.naturavive.com/index.php/pt/
Sobre o mundo do ginásio. Por Ana
Existem algumas coisas que me fazem perder toda e qualquer vontade, que já por si já é pouca, de meter os pés naquele sítio demoníaco. Hoje decido partilhar convosco algumas delas:
Os PTs: No início tinha a sua piada, um moço bem aparentado vir perguntar se precisamos de ajuda. Ao fim de alguns dias já começa a chatear um bocado. Passado uma semana já só apetece mandar o gajo à merda. Eu sei, eu sei que eles estão a fazer pela vida mas quantas veze será necessário dizer que não, não quero a porcaria de um plano personalizado que me custará dois ordenados mínimos ?
A música: Por norma levo sempre o telemóvel ou um mp3 com as minhas próprias músicas. Mas no início isso não acontecia. E digo-vos, não é agradável fazer exercício com o Anselmo e afins como pano de fundo.
Treinar: Por falar em fazer exercício, sinto-me completamente deslocada daquele ambiente quando digo que faço exercício. Sim, porque eles não fazem exercício...eles treinam. É todo um estatuto.
Balneários: Há muita gente que se incomoda muito com as senhoras que andam com maminhas e outras coisas que tais ao léu, passeando-se pelo espaço balneário . Eu não. Não me incomoda nadinha, afinal de contas todas temos o mesmo...umas melhor servidas do que outras, cenas da vida. O que me faz uma certa confusão são as senhoras que saem a transpirar que nem verdadeiros atletas acabados de correr a maratona e não tomam banho. Como é possível? Ah, e a desculpa de que vão depois para casa e tomam de banho não é válida. Em muitos casos já as ouvi dizer que sim senhora, foi um belo treino e estavam cansadíssimas mas que tinham que se despachar para o trabalho que já estavam atrasadas, e ala que se faz tarde...Nojo, muito nojo.
Aulas de grupo: Eu confesso que gosto de aulas de grupo. Gosto de dançar, gosto daquelas aulas ótimas para relaxar e é muito mais fácil para mim ir a uma aula onde o instrutor consegue convencer-me a fazer aquele tipo de exercícios que muito dificilmente me conseguiria meter a fazer sozinha. Mas não consigo deixar de me sentir deslocada do grupo quando as mulheres falam de assuntos que me passam completamente ao lado. Calma, eu sou um animal social e sei estar em grupo sim? Mas digo-vos, nunca pensei que as aulas de grupo fossem a maior comunidade de fofoca que existe à face da terra. Já ouvi com cada história...Eu pergunto-me: como é possível aquelas gajas exporem detalhes daqueles a pessoas que não conhecem assim tão bem? Ou será que meia dúzia de aulas de zumba já as faz a todas amigas do peito?
Bom, posto isto acredito que pensem que me baldo à grande ao espaço onde ando a largar umas notas razoáveis... e têm toda a razão. A sério que eu tento, mas quando a preguiça não se apodera de mim, estes cinco pontos fazem-me lembrar o quanto é bom ter o rabo alapado no sofá enquanto leio um livro.
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Blogger do Mês - Bad Girl Por Bad Girl
Vamos lá começar pelo princípio. A Filipa, amorosa, convidou-me para escrever neste blogue. Ora eu, que já não sou convidada para coisa nenhuma (longe vão os tempos em que queriam que eu experimentasse cremes, viagens e roupas de marcas fantásticas - nunca aconteceu), fiquei de olhos em bico com esta possibilidade, a possibilidade de brilhar fora do meu blogue. Sou muito dada a deslumbramentos. Adiante, aceitei o convite, da mesma forma que aceito os convites todos, hoje em dia, sobretudo os para sair à noite: digo que sim, tenciono ir, mas depois dá-me a preguiça e arranjo uma desculpa em bom, que é a de me doerem os joanetes, ou a de estar quase a começar o programa da Fátima Lopes. Enfim, reli o convite. Dava-me jeito que dissesse que era um post para 2019, era menina para me organizar até lá. Mas não. Já no fim do email da Filipa dizia "temos o facto de adorar a mesma raça de cães". Apesar de a minha raça preferida de cães ser aquela dos cães com focinho e que ladram, sei do que a Filipa fala: do sobrevalorizado buldogue francês. Após mais de meio ano de convívio com uma dessas, vou enumerar à Filipa as razões pelas quais não se deve ter buldogues franceses:
1 - Camiões. Dormiriam vocês com um camião dentro de casa, com o motor a funcionar? Não, pois não? Um BF não ressona menos do que isso. Às vezes estou na cama e cutuco MQT para ele parar de ressonar. Enquanto ele reclama por eu o ter acordado eu percebo que o ruído não vem dali. Está um piso abaixo.
2 - Esgotos. Viveriam vocês num esgoto? Não, pois não? Pois. O BF não só dá puns que ocupam uma sala como permanece indiferente, como se o pum tivesse vindo de um de nós.
3 - Esgotos. Não, não me enganei. Julgo que continuam a não querer viver num esgoto, certo? É que o BF come cocó. Próprio. Uma espécie de circuito fechado. E tudo fica muito mais interessante porque o BF adora dar beijinhos.
4 - Sandálias, chinelos. Gostam de os usar? Esqueçam. Não há coisa mais interessante para um BF do que um pezinho descalço. Muito beijo quer o bicho dar nos pés. Com a mesma boca que comeu cocó.
5 - Paredes. Quão importante é uma parede para vocês? É que o BF rói. Genericamente. Escadas, rodapés, pés de móveis e... Paredes.
6 - Guerra. O BF é um bicho que está sempre preparado para a guerra. Pastor alemão? Quantos são? Venham eles! Pit Bull? Tu e mais quantos? Rotweiller? Como disso ao pequeno-almoço.
Posto isto, se querem um cão que ressona, dá puns, come cocó, ataca pés, paredes e outros cães, então o BF é o cão ideal para vocês.
Post gentilmente escrito por Bad
Marcadores:
Blogger do mês
Só mais uma vez...
O homens é que têm de dar o primeiro passo? Enviar a primeira mensagem? Sugerir o primeiro café?
Caríssimas, se estiverem à espera que muitos deles façam isto, espero que tenham muito tempo disponível!
A maioria dos homens são muito espertos para assuntos da bola e coisas que tais mas no que toca a desvendar as intenções básicas de uma mulher, nem por isso. Estão a ver aquela altura em que vocês pensam que já foram muito explicitas que ele já percebeu de certeza absolutinha que se ele quiser são dois a querer? Já mandaram todas as dicas possíveis, todas as indirectas, até algumas mais escabrosas mas mesmo assim nada de avanços da outra parte? Pois é. Eles não perceberam mesmo nada! A solução? Sejam directas.
Falem e escrevam aquilo que querem, vá não é preciso exagerar e falar em filhos e casamento antes do primeiro beijo, 'tá? Mas não dêem a perceber que gostavam de estar com ele, digam-lhe mesmo e só assim terão a certeza se ele quer ou não.
Eu cá não sou pessoa de passar a vida a pensar em "se"s, prefiro insistir e dizer as coisas com as letrinhas todas e ouvir um não. Ok, neste parte nunca é bem um não, não se iludam, eles nunca usam bem essa palavra, porque afinal de contas eles gostam de ter uma prateleira bem arrumada, não vá mais tarde ou mais cedo ser preciso ir lá buscar qualquer coisinha (vulgo vocês) para se entreterem nas horas vagas (atenção que a ausência de resposta também é uma bela resposta!) E essa parte já depende de cada pessoa, para mim não há prateleiras, quem quer, não quis quando pode? Azar! O comboio partiu para outra estação e jamais volta atrás!
Mas prefiro que quando o comboio parta, parta com a certeza que disse o que tinha a dizer, insisti o que tinha a insistir e não fiquei à espera que ele enviasse mensagem primeiro ou que fosse ele a convidar-me para um café. (Ok, aqui excluo os jantares. Isso já é coisa mais séria!) Parto com a certeza que fiz todos os possíveis e aquilo não resultou...
O problema é saber quando desistir porque muita vezes já se está tão vidrado que entramos no loop só mais uma mensagem, só mais um telefonema, só mais uma vez...Isto piora substancialmente com aquela situação da prateleira porque basicamente ele nunca responde mal ou deixa de responder, não vá um dia destes estar aborrecido e precisar de ir à prateleira!
Então e depois de partir? Passado um tempo, quando perceber que insisti demais e fui uma chata do caraças? Ora aí não se pode voltar atrás (o comboio não tem marcha atrás, remember?), aí mandam um cartinha (vulgo sms, whatsapp, fb messenger) a redimirem-se da vossa situação anterior e um beijo e um queijo.
Disclaimer: Este estudo comportamental aplica-se a jovens maiores de 25/30...toda a gente saber que até aos 30 tudo o que vem à rede é peixe!
sábado, 4 de julho de 2015
Blogo-Batota
Na blogosfera como na vida não há proibições, mas tens de pagar um preço pornográfico que não permita, jamais, que o encantamento se quebre.
Este preço é o que te dá, entre milhões de blogs comezinhos, de má literatura, de má e inverosímil publicidade, a bóia, ou se quiseres, a superação, de todos os teus percalços, de todos os teus 'maus dias, 'maus posts' e 'respostas defensivas a perguntas simples' que põe a descoberto a tua batota.
É a qualidade e a verosimilhança que imprimes aquilo que vendes, que dizes, que apregoas, que publicitas, que finalmente te colocará acima de qualquer suspeita, de qualquer testa franzida, de qualquer desconfiança, livrando-te da culpa de que foste mesmo tu que cortaste a cabeça ao pobre cliente malvado, e que o colocaste dentro do rio, sem complacências, com uma pedra presa na canela.
Onde é que isso se vende? Em que armazém posso eu encomendar a qualidade avassaladora que me permite seguir caminhando por cima das águas, enquanto os outros se afundam num mar de mentiras e batotas baratas?
Depende muito dos cúmplices que entendes contratar para manteres o álibi de te colocar dali para fora, de fora do crime que na verdade andas a cometer todos os dias, sobre a capa da qualidade que sabes bem que não tens.
Mas proibido não é!
A verosimilhança que tentas imprimir às coisas que diariamente te propões a partilhar, essa vontade cega que tens, e deves ter - afinal é um negócio - de persuadir quem te lê, e que somos nós todos, os do outro lado, os bons e os maus, tens de contar com isso, os leitores exigentes e os banais, os informados e os ignorantes, os curiosos e sábios e as debulhadoras que tudo engolem; tens de a saber merecer, porque de uma forma geral nós, os maus, desconfiamos muito das coincidências da batota encapotada, mesmo que a aceitemos como garantida em certos espaços, alguns até bastante competentes.
Acontece que toda a gente, pelo menos os minimamente evoluídos, sabe, não te iludas, quando vai ao teu espetáculo de marionetas, abstrair-se dos fios.
Sabemos todos muito bem o que são marionetas e que estão presas por fios.
Proibido não é!
Um espetáculo de marionetas é sem dúvida de grande perícia.
Não queiras é fazer das marionetas gente de verdade, não queiras é enganar o teu público dizendo que aquilo que vemos, os fios e aquela parafernália toda que tão bem montaste, são reais, porque se souberes imprimir uma qualidade, uma beleza, um cunho, ao teu Espetáculo de Marionetas, terás pessoas que embora saibam que aquilo não é real, saibam também com o que podem contar.
E o encantamento não se quebra.
Mas a blogo-batota está-te no sangue. Está no sangue de todos nós, na bloga como na vida.
Mas se calhar já estava mais do que na hora de assumires que muito daquilo que apregoas está mesmo, mesmo, preso por fios.
E rematando metaforicamente, a boa literatura é disso um grande exemplo. Toda a gente sabe que a história não é real, que é totalmente ficcionada, que não há maneira de fazer corresponder aquilo à realidade, mas o livro é um best seller, vendido em todos os países, uma coisa muito boa.
Blogo-batota sim, mas com qualidade.
E onde é que isso se vende?
quinta-feira, 2 de julho de 2015
SMS a quanto obrigas Por Patife
No outro dia conheci uma safardana que me tinha em boa conta. Pediu-me o número de telefone e eu dei-lhe, até porque também queria que ela me tivesse em boa cona. Gosto muito destas simetrias fonéticas. O pior é que no dia seguinte, logo pela manhã, ela enviou-me uma mensagem de telemóvel que estava escrita com "k" no lugar dos "c" e dos "q". Se há coisa capaz de me tirar o tesão é uma mensagem cheia de "k". Não gosto de pessoas preguiçosas a escrever e estabeleço logo uma correlação directa com a sua voracidade sexual. Já que penso nisto, confesso que também não vou muito à bola com abreviaturas. Mas um passo de cada vez. Como ainda era cedo e demorei algum tempo a processar o "k" que surgia amiúde pelo SMS, acabei por não responder nas horas seguintes, coisa que deve ter deixado a rapariga toda libidinosa da rata. As mensagens que se sucederam foram altamente provocantes e oferecidas. Mas, lá está, vinham carregadas de "k" e abreviaturas, o que só me fez querer fugir com o nabo à senisga. Mas depois voltei a pensar no assunto, que é como quem diz voltei a pensar em enfiar-lhe o presunto, e cheguei à conclusão que estava a ser um nazi do SMS. Por isso deixei-me de merdas e papei-lhe akela kona toda. No final, pedi-lhe encarecidamente para nunca mais me enviar uma mensagem, ou ligar sequer, até porque a pinar é que a gente se entende. E depois de a papar uma vez, já nada mais se aprende.
Marcadores:
Fode Fode Patife,
Sexo
A publicidade nua e crua nos bloguesPor Filipa Brás
As bloggers que se deixam apanhar nas teias da publicidade pensam que detêm o monopólio nesta mania que as pessoas têm, que é a de pensar.
Acham que qualquer peido que lhes é dado a publicitar, lá porque não sai de pantufas mas sim de sola vermelha e de tacão omnipresente, é aceite sem questionar coisas tão flagrantes quanto o facto de, por exemplo, publicitarem determinado item toooooodas ao mesmo tempo. Acho curioso o timing de quem acha que a sua palavra é lei nisto de convencer o próximo. O apaneleirado e inconsequente leitor vê-se assim apanhado no meio de um patético brainstorming e é levado a crer, ingénuo, que as opiniões são genuínas e que tudo não passou de uma feliz coincidência fruto da qualidade do produto. Todas as bloggers influentes gostam do mesmo produto e calha a gostar dele todas ao mesmo tempo, é muito amor. E quando gostam todas do mesmo produto que só num determinado sítio -que todas conhecem e amam de paixão- é que é bom?, aí, meus amigos, temos um yin e um yang em perfeita comunhão, tão encaixadinhos que deixam de ser dois, numa união existente somente nos céus, em forma de asas de anjos, um perfect match que não se deve ignorar.
Claro que a publicidade não funciona se não existir quem vá em todas as cantigas: temos do lado errado da vida, as leitoras que não podem ver um penico, aquele que a blogger enquadrou enquanto eternizava fotograficamente mais um look de merda, que entram em delírio e não descansam enquanto ela, orgulhosa porque o seu penico é o melhor de todos, lhes confessa que já é antigo, mas que conhece um sítio que...bom, o resto está ao alcance de quem lhe quiser chegar.
No final das contas, existem leitoras/compradoras que fazem tudo isto ser uma win-win situation em vez de uma stupid situation: leitoras que precisam da internet e da influência de um desconhecido para perceber que tipo de produtos precisam, merecem este tipo de publicidade tão desleal.
Tudo está bem quando tudo acaba bem, não percebo mesmo a celeuma que este assunto ateia, de cada vez que vem à baila.
No final das contas, existem leitoras/compradoras que fazem tudo isto ser uma win-win situation em vez de uma stupid situation: leitoras que precisam da internet e da influência de um desconhecido para perceber que tipo de produtos precisam, merecem este tipo de publicidade tão desleal.
Tudo está bem quando tudo acaba bem, não percebo mesmo a celeuma que este assunto ateia, de cada vez que vem à baila.
Marcadores:
Filipa,
Mitos urbanos
quarta-feira, 1 de julho de 2015
5 Regras para Lidar com Chefes HorríveisPor Maria das Palavras
- Não percas a noção que é ele que manda, por isso nunca faças um manguito quando ele ainda pode ver. Cuidado com os reflexos nos vidros - mesmo quando ele está de costas podes não estar seguro.
- Quando fizeres uma chamada para a mulher dele a fingir que és a/o amante para lhe lixares a vida, pelamordasanta, põe o número anónimo. E testa primeiro!
- Não caias no erro de querer melhorar as coisas por via da bajulação ou tornando-te amigo dele. Se ele é odioso agora, imagina depois de lhe negares companhia para beber um copo (todos os dias) ou irem ver o último show da Fabiana.
- Lembra-te que a sua prepotência provém, muito provavelmente, da frustração na vida profissional: a mulher já tem as mamas caídas e não lhe traz cervejas com um sorriso nos lábios, os filhos adolescentes deixaram de ver um herói no homem careca de meia-idade e sacam cigarros do bolso, a casa já se anda a pagar há 20 anos e ainda só deu conta dos juros...Olha-o com compaixão: um dia podes ser tu, mas com mais barriga e menos dinheiro.
- Não te demitas por causa dele, se for ele a única coisa errada com a tua vida profissional (salários à parte) e for tolerável q.b.. É que podes cruzar-te a seguir com o diabo que faz esse parecer um cordeirinho. E nessa altura o anterior já não te vai querer, nem que dances para ele como a Fabiana.
Se o teu chefe for uma mulher não há regras que se apliquem. Comporta-te ou muda-te: estás lixado.
Marcadores:
Maria das Palavras,
Relações Interpessoais
Certas e determinadas coisas, nomeadamente diversas #8 - Fica só entre nósPor Factos de Treino
Gosto da dinâmica das relações entre casais e respectivos amigos. Acho piada aquele cinismo saudável que nos faz acreditar que a nossa cara metade não vai contar tudo às amigas e, simultaneamente, deixa as amigas convencidas de que não sabemos toda a sua vida privada ao mais ínfimo pormenor.
Sabem do que estou a falar, certo!?? Todos nós, estamos permanentemente num dos lados. Ou a ouvir a história ou a ser a história.
Podem sorrir… eu sei que neste momento estão a pensar naquilo que sabem e não deviam saber. Mas lembrem-se… está alguém a sorrir por saber “aquilo que não devia” sobre vocês.
Se calhar perderam o sorriso, certo!?
Senhoras, aquela “one night stand” onde tudo aconteceu e que contaram apenas à melhor amiga… contaram também ao namorado dela! Senhores, aquele momento difícil em que proferiram o clássico “…isto nunca me tinha acontecido“, ficou guardado na vossa intimidade… e na das amigas dela também.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
















