Ir à praia no Oeste não é simplesmente "ir à praia", ir à praia no Oeste é toda uma experiência e envolve todo um ritual. Só quem nunca passou férias no Oeste não sabe do que falo!
Ir à praia no Oeste é sempre um incógnita! Esqueçam os sites de meteorologia e coisas que tais, o tempo ali é imprevisível, tanto pode estar magnífico como a chover. Aliás tanto pode estar a chover de manhã como um calor assombroso de tarde. Esse é o primeiro dado adquirido do Oeste: o tempo é imprevisível ou como nós gostamos de dizer é sempre uma surpresa, portanto monotonia é coisa que não há!
Que te vem dizer apenas "olá" numa mensagem escrita em qualquer rede social.
E tu sabes que é uma armadilha, porque se quisesse coisa boa, dizia logo ao que vinha, não esperava para ter a certeza que estás a ler e já não podes fugir.
Caros colegas, na eventualidade de verificarem pelo menos três dos seguintes critérios provavelmente enquadrar-se-ão no grupo maioritário de descontentes, essa praga da nossa próspera democracia. Atentai.
Se:
1. Sois democratas republicanos e no entanto considerais ser indispensável a reforma deste Estado, essa permanente miragem no deserto, sempre prometida para enganar a sede que nos asfixia o espírito;
2. Vos é penoso ouvir mentirosos, velhos dinossauros de reputação cozinhada e temperada em gabinetes de marketing, muito capazes e de uma inteligência que infelizmente nunca se manifestou, gente fiel aos seus amigos, e rapazinhos sem carácter envergando todo o ano tshirts vendi-me e vendo-me novamente;
3. Desprezais os senhoresdoutores que compraram os cursos em fins de semana, os senhores professores que os outorgaram, aparentemente inimputáveis, vítimas da dactilografia e da informática, e os outros senhores doutores que não sabiam ser necessário pagar impostos porque ninguém os avisou, ou ainda aqueles que se esqueceram de o fazer e, pessoas de carácter e boas famílias, regularizaram tudo no âmbito de perdões fiscais a um décimo do IRS devido;
Sobre o tema que a beautiful-blue desfolhou aqui,
muito bem desfolhado [diga-se em abono da verdade], lembrei-me logo de
uma cena muito estúpida, mas mesmo muito estúpida que presenciei há dias
na Toys'R'us.
Um puto que ainda não devia ter 7 anos, usava, como quem usa um boné, um alargador preto em cada orelha.
Escusado
será dizer que fiquei tão mal disposta que me saltaram as molas todas e fui mesmo obrigada a meter os olhos para dentro, ao mesmo tempo que tentava esconder um grande ponto de interrogação em neon pisca-pisca que nasceu no alto da minha cabeça.
Como é possível um Universo tão imensamente inteligente conspirar para juntar duas alminhas (os paizinhos) e fazê-las concordar ao mesmo tempo e na
mesma criança - um filho, um filhinho tão pequenito -, em espetar com dois
alargadores nas orelhas do pequeno?
Para onde se escoo a consciência de que ao
fazerem-no numa criança tão pequena violaram (em toda a linha) o seu direito à liberdade
sobre o seu corpo?
Fiquei a olhar para aquela mãe, que não usava
brincos ou merdas definitivas que se vissem, e quase que lá fui
tocar-lhe no braço para lhe perguntar se não tinha vergonha de sujeitar
assim uma criança, tão pequena, a um alargador horrendo em cada orelha, e
se ela teria gostado que a mãe lhe fizesse o mesmo em pequena, mas quem
sabe numa bochecha ou mesmo no clitóris.
Mas, alvejada por algo invisível e no entanto de grande potência, recuei dois passos atrás, vi o sangue nas mãos e sedei o meu impulso de lhe fazer as perguntas.
O que me alvejou foi, descobri depois, uma coisa muito estúpida: o meu preconceito social.
O
meu preconceito social e a minha repulsa não surgiram perante a imagem
de uma criança de brincos pretos alargadores que lhe estilhaçaram as
orelhas.
Não.
O meu preconceito atuou ferozmente aqui: não tenho o direito
de chamar a atenção a uma mãe que decide colocar alargadores no seu
filho de 6 anos, pelo simples facto de que é socialmente reprovável, e
altamente perigoso, uma pessoa estranha apontar o dedo a uma mãe em
plena via pública (ou privada) sobre a educação e o uso que ela entendeu fazer do seu filho.
O
meu preconceito foi igualzinho ao preconceito que perpetuou (e
perpetua], durante anos sem fim, aquilo que hoje é considerado um dos
maiores flagelos familiares: entre marido e mulher não se mete a colher.
Nós,
os outros, não podemos meter nada, mas elas, as mães, eles, os maridos,
vão metendo tudo e fazendo tudo como se, e de alguma forma, fossem
livres de usar os seus objetos-pessoas como e quando lhes dá na real
gana.
E é este o preconceito que mata, o preconceito-covardia.
Já anteriormente tinha falado neles no meu blog. Entretanto acrescentei uns pontos à lista, e decidi debatê-los convosco.
Os chineses têm mais regalias relativamente a impostos que nós. É triste e revoltante mas é verdade.
Os chineses invadiram Portugal em massa. Desconfio que há uma loja de chineses a cada esquina.
Os chineses não são obrigados a cumprir a treta dos horários
legislados na lei. Um português só pode ter a loja aberta das 9h às 19h.
Porque raio os chineses podem estar abertos quase 24h por dia?
Os chineses comem dentro das lojas. Só Deus sabe o quanto é bom aquele cheiro a comida.
Os chineses são (quase) todos uns antipáticos do piorio.
Os chineses quando falam uns com os outros parece sempre que estão numa acesa discussão.
Os chineses não parecem muito românticos, nunca vi nenhum chinês a ser carinhoso com o seu par.
Os chineses não se esforçam para aprender a falar português para atender os clientes.
Os chineses não fazem saldos. Ou se os fazem é só nas meias da
colecção de 2002 que tinham guardadas no armazém e que dá jeito
despachar.
Podia já começar por dizer que a problemática da healthy food é que não sabe bem! Correcção, não sabe tão bem como a comida "normal". Sim, por normal, entenda-se aquela caracolada ao fim do dia, aquele cestinho do pão que vem para a mesa, aquele presunto cortado fininho fininho....e poderia continuar nisto o resto do dia.
Mas o que vos venho aqui apresentar hoje é toda a minha parvoíce no seu máximo esplendor e espero que isto não me aconteça só a mim e alguém esteja solidário comigo.
Não me perguntem o que eu estava a pesquisar na altura, mas juro que (nesse momento) não era assim nada de ordinário. Tropecei na raiz etimológica da palavra "vagina" que em latim dá qualquer coisa como "cena onde se guarda a espada". Como não me recordo agora de como se chama em português e me soa melhor, digo em inglês: sword holder.
Nada podia ser mais literal e não é preciso muito esforço para saber como chegaram lá. Mas é curioso pensar como muita mulher sem saber deste facto vive à altura da metáfora de quem agarra a espada.
Não estou a pensar em cenas de deleite, mas no facto de algumas mulheres usarem a sua...baínha...para tentar controlar os homens e a relação na qual estão. Como usam a posição de "guardadora de lâminas" e são de factos sword holders, ameaçando com a falta de lugar onde guardar a espada se o macho alfa (que assim sendo é um guerreiro sem causa) não se comportar como desejam.
... estamos agora a cinco minutos do final da partida, senhores telespectadores, em directo exclusivo e em quatro capa aqui na sua Tv Lupanar ...
(*)
E Var(u)fakis acaba de sair pela linha lateral com a bola debaixo do braço esquerdo!!!
Aplausos dos dragões vermelhos gregos e apupos da claque do resto da europa!
O jogo está parado, senhores telespectadores...
(La G)arde, quarto árbitro, aproxima-se de Varufakis, lívida, e gesticula agressivamente!!!
Está a dizer-lhe que o jogo não é para meninas, que volte ao campo e dê o peito às bolas como um homem!
Varufakis, semblante trocista, gesticula também. Mostra-lhe o dedo, senhores telespectadores, mostra-lhe o dedo, e abandona o campo para o túnel dos balneários!!!
E leva o esférico consigo!
No meio campo, o ponta de lança T(z)ipras mantém aquele sorriso parvo na cara. Ninguém sabe se é alergia à maquilhagem ou se é teoria dos jogos...
Ouvi dizer.
Sem casas não há caminhos.
É tudo terreno baldio.
Podemos até fazer um carreiro, uma vereda, um trilho, mas sem casas tudo se desvanece, tudo se confunde.
Não sei se estou no meio, se estou na margem, se estou no caminho certo, porque sem casas não há ruas, não há gente, não há nada.
E é neste preciso estado que me encontro, deprimida, num baixo relevo, sem comentários a aguardar moderação.
Ouvi dizer.
Sem gente não há verão, nem calor, nem procissão.
Mas és livre, oiço dizer.
A quem? Quem fala? Quem vê?
Não tenho casa, nem janelas.
Estou perdida.
No meio do nada.
Se as refinadas técnicas de engate do Patife
fossem motivo de um estudo científico de um qualquer Sexual Geographic,
certamente que não escaparia ao olhar atento dos cientistas o facto do Patife
espreitar sempre as cuecas dos seus alvos. Não pensem que tenho algum fetiche
em andar a espreitar cuecas alheias. Que por acaso até tenho. Mas o que me move
aqui não é a espreitalhice ordinareca. Isso é só um extra. Eu quero mesmo é
saber a cor das cuecas que elas estão a usar pois isso dá-me orientações claras
sobre as suas intenções e como agir com determinada senisga, perdão, mulher.
Uma mulher quando sai para a rua nem se apercebe, mas a escolha da cor das
cuecas que veste é-lhe ditada pelo seu subconsciente, refletindo as suas
motivações sexuais momentâneas.
Não sei se se recordam sobre o meu último post. Falei-vos sobre ginásio. Bom, na verdade falei-vos de uma forma um pouco contestatória. A verdade é que eu falo muito da minha preguiça (que é real, entenda-se) mas faço o melhor possível para manter um estilo de vida relativamente saudável. Não sou propriamente uma aficionada pelos sumos detox nem pelas bagas de goji, mas tenho os meus cuidados
Esses cuidados nem sempre foram pensados desta forma. Na verdade, não tinha grandes cuidados com a alimentação e a prática de exercício físico deixou de fazer parte da minha rotina quando vim para Lisboa estudar. Há cerca de dois anos decidi mudar. Perdi muito peso e hoje estou dentro dos valores normais para a minha idade e altura. Felizmente não fiquei com qualquer tipo de marcas, graças a todos os santinhos (e a alguns cremes todos xpto) mas sei que muita gente não tem essa sorte.
Quando tenho dias de merda (que os há, e com alguma regularidade) ainda tenho a tendência de me atirar à comida. Mas depois compenso. Há que haver limites e estabelecê-los logo desde cedo. Deste modo evito voltar a ganhar o peso que tanto me custou a perder. Hoje em dia vivo com a certeza que não vou desperdiçar o esforço que fiz, nem tão pouco vou deixar um estilo de vida que me faz bem e que me deixa feliz.
Se tomamos partido por um dos lados, para algumas pessoas temos ideias preconcebidas. Desse mesmo lado, mas para outras pessoas, somos observadores objectivos. Se recusamos tomar partido por qualquer lado, somos idiotas. Se ficamos de ambos os lados e escaparmos ilesos, devemos então dedicar a nossa vida à diplomacia.
Temos contudo de nos lembrar que para se ser diplomata temos de, em vez de levantar o punho quando nos enfurecemos, levantar a sobrancelha e de viver o tempo suficiente para saber que se deve examinar cuidadosamente pela segunda vez os assuntos de que ficamos absolutamente seguros logo à primeira.
Já sei que vou para aí com 3 anos de atraso, mas as coisas são como são e só agora vi esse aparentemente tão famoso filme. Falo do ursinho Ted!
Na altura ouvi todas as críticas e mais algumas, a melhor delas é que era feito por Seth McFarlarne, criador de Family Guy. Ora o não gostar mesmo nadinha de Family Guy fez com nunca tivesse muita curiosidade em ver o filme na altura (I'm a Simpsons kinda girl).
Mas acontece que ultimamente tive uns tempos de aborrecimento e lembrei-me de nada melhor do que dar o play em TED (o primeiro filme).
Pois que não vos vou contar nada, nem spoilers porque no fundo não há quase nada para contar. Conteúdo? Está muito perto de zero!
Piadas? Onde é que elas andam?
Tirando um momento ou outro mais engraçado (note-se que não é hilariante, apenas engraçado. É como aquele rapaz que não é giro, é simpático!) foi uma grande desilusão. Só não foi maior porque já não esperava grande coisa do enredo. Tem Mila Kunis completamente mal aproveitada e o resto é paisage.
Ted é o equivalente para homens aquelas comédias românticas péssimas (Hello Nicholas Sparks!) para mulheres. São uma grande bosta mas toda a gente parece adorar!
Portanto meus caros, se tiverem coisas mais interessantes para fazer não vejam este Ted, façam as coisas que têm para fazer, sei lá limpar o pó, lavar o carros, arrumar o armário...