quinta-feira, 30 de julho de 2015

Diz-me a tua profissão, dir-te-ei como montas o sardão

Por Patife


Ao longo dos anos tenho feito um esforço hercúleo, traduzido no elevado número de pinadas, para conseguir traçar rapidamente o perfil sexual de uma mulher. Há quem diga que sou tarado. Eu acho que sou apenas um investigador empírico. Por isso, tentei estabelecer uma correlação direta, e altamente fiável, entre a profissão que as mulheres têm e a forma como gostam de fornicar. O estudo foi feito com base em 517 inquéritos aqui do meu Pacheco, realizados presencialmente por via nabal. O grau de confiança é quase tão grande como o meu nabo. Eis as principais conclusões da teoria “Diz-me a tua profissão, dir-te-ei como montas o sardão”:

Recém licenciadas em Direito: Gostam de malhar a direito por pichas tortas. Fazem tudo para subir na vida e na picha. Ação recomendada: Pinar.

Advogadas e Juízas: Regradas no tribunal, desregradas na cama. É uma espécie de compensação. São a Foda-Rainha do desregramento. Adoram ouvir nomes na cama. Ação Recomendada: Pinar.

Engenheiras Químicas: São de combustão fácil. São muito fáceis de levar para a cama e atingem o orgasmo em menos de nada. Ação recomendada: A escolha perfeita para quem gosta de rapidinhas.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Cachupa

Por Uva Passa


Ontem, depois de um dia cansativo no trabalho, juntei-me a uma malta para jantar.
Cachupa.
Um grande grupo de pessoas, os comensais, reuniram-se à volta de uma mesa demasiado apertada para tanto corpo bronzeado e dilatado pelo sol, encolhendo-se na medida do possível, para  dar passagem  a uma nêga muito gorda que roçava o nalguedo contra as cadeiras para ajeitar as 14 travessas de Cachupa que foram tomando os seus lugares à mesa, na proporção de uma travessa para dois.
Antes disso, cá fora, contei-as eu, cada um dos 28 convidados bebericaram sem grandes dificuldades - naquela azáfama barulhenta muito própria dos amigos quando se juntam -,  uma média de 3 cervejas engarrafadas e, à vez, que o espaço e o calor não permitiam grandes ajuntamentos no interior do estabelecimento, entravam e saiam sem complexos, numa valsa que fazia lembrar um carreiro de formigas num dia repleto de afazeres, para penicar um queijinho de Nisa que fedorava em grandes quantidades espalhado pelas mesas, ou então para provar uma grande rodela de morcela de arroz que jazia muito luzidia num prato central ligeiramente elevado.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Ir à praia no Oeste...

Ir à praia no Oeste não é simplesmente "ir à praia", ir à praia no Oeste é toda uma experiência e envolve todo um ritual. Só quem nunca passou férias no Oeste não sabe do que falo!

Ir à praia no Oeste é sempre um incógnita! Esqueçam os sites de meteorologia e coisas que tais, o tempo ali é imprevisível, tanto pode estar magnífico como a chover. Aliás tanto pode estar a chover de manhã como um calor assombroso de tarde. Esse é o primeiro dado adquirido do Oeste: o tempo é imprevisível ou como nós gostamos de dizer é sempre uma surpresa, portanto monotonia é coisa que não há!

domingo, 26 de julho de 2015

Aquela pessoa #4

Por Maria das Palavras


Que te vem dizer apenas "olá" numa mensagem escrita em qualquer rede social.
E tu sabes que é uma armadilha, porque se quisesse coisa boa, dizia logo ao que vinha, não esperava para ter a certeza que estás a ler e já não podes fugir.

sábado, 25 de julho de 2015

Apologia do Homem Simples

Por Onónimo Quiescente



Manifesto
"Talvez Nunca Mais!"


Caros colegas, na eventualidade de verificarem pelo menos três dos seguintes critérios provavelmente enquadrar-se-ão no grupo maioritário de descontentes, essa praga da nossa próspera democracia. Atentai.


Se:

1. Sois democratas republicanos e no entanto considerais ser indispensável a reforma deste Estado, essa permanente miragem no deserto, sempre prometida para enganar a sede que nos asfixia o espírito;

2. Vos é penoso ouvir mentirosos, velhos dinossauros de reputação cozinhada e temperada em gabinetes de marketing, muito capazes e de uma inteligência que infelizmente nunca se manifestou, gente fiel aos seus amigos, e rapazinhos sem carácter envergando todo o ano tshirts vendi-me e vendo-me novamente;

3. Desprezais os senhores doutores que compraram os cursos em fins de semana, os senhores professores que os outorgaram, aparentemente inimputáveis, vítimas da dactilografia e da informática, e os outros senhores doutores que não sabiam ser necessário pagar impostos porque ninguém os avisou, ou ainda aqueles que se esqueceram de o fazer e, pessoas de carácter e boas famílias, regularizaram tudo no âmbito de perdões fiscais a um décimo do IRS devido;

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Estamos todos inundados de preconceitos

Por Uva Passa

Sobre o tema que a beautiful-blue desfolhou aqui, muito bem desfolhado [diga-se em abono da verdade], lembrei-me logo de uma cena muito estúpida, mas mesmo muito estúpida que presenciei há dias na Toys'R'us.
Um puto que ainda não devia ter 7 anos, usava, como quem usa um boné, um alargador preto em cada orelha.
Escusado será dizer que fiquei tão mal disposta que me saltaram as molas todas e fui mesmo obrigada a meter os olhos para dentro, ao mesmo tempo que tentava esconder um grande ponto de interrogação em neon pisca-pisca que nasceu no alto da minha cabeça.
Como é possível um Universo tão imensamente inteligente conspirar para juntar duas alminhas (os paizinhos) e fazê-las concordar ao mesmo tempo e na mesma criança - um filho, um filhinho tão pequenito -, em espetar com dois alargadores nas orelhas do pequeno?
Para onde se escoo a consciência de que ao fazerem-no numa criança tão pequena violaram (em toda a linha) o seu direito à liberdade sobre o seu corpo?
Fiquei a olhar para aquela mãe, que não usava brincos ou merdas definitivas que se vissem, e quase que lá fui tocar-lhe no braço para lhe perguntar se não tinha vergonha de sujeitar assim uma criança, tão pequena, a um alargador horrendo em cada orelha, e se ela teria gostado que a mãe lhe fizesse o mesmo em pequena, mas quem sabe numa bochecha ou mesmo no clitóris.
Mas, alvejada por algo invisível e no entanto de grande potência, recuei dois passos atrás, vi o sangue nas mãos e sedei o meu impulso de lhe fazer as perguntas.
O que me alvejou foi, descobri depois, uma coisa muito estúpida: o meu preconceito social.

O meu preconceito social e a minha repulsa não surgiram perante a imagem de uma criança de brincos pretos alargadores que lhe estilhaçaram as orelhas.
Não.
O meu preconceito atuou ferozmente aqui: não tenho o direito de chamar a atenção a uma mãe que decide colocar alargadores no seu filho de 6 anos, pelo simples facto de que é socialmente reprovável, e altamente perigoso, uma pessoa estranha apontar o dedo a uma mãe em plena via pública (ou privada) sobre a educação e o uso que ela entendeu fazer do seu filho.

O meu preconceito foi igualzinho ao preconceito que perpetuou (e perpetua], durante anos sem fim, aquilo que hoje é considerado um dos maiores flagelos familiares: entre marido e mulher não se mete a colher.

Nós, os outros, não podemos meter nada, mas elas, as mães, eles, os maridos, vão metendo tudo e fazendo tudo como se, e de alguma forma, fossem livres de usar os seus objetos-pessoas como e quando lhes dá na real gana.

E é este o preconceito que mata, o preconceito-covardia.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Sobre os chineses

Por Ana


Já anteriormente tinha falado neles no meu blog. Entretanto acrescentei uns pontos à lista, e decidi debatê-los convosco. 

Os chineses têm mais regalias relativamente a impostos que nós. É triste e revoltante mas é verdade.
Os chineses invadiram Portugal em massa. Desconfio que há uma loja de chineses a cada esquina.
Os chineses não são obrigados a cumprir a treta dos horários legislados na lei. Um português só pode ter a loja aberta das 9h às 19h. Porque raio os chineses podem estar abertos quase 24h por dia? 
Os chineses comem dentro das lojas. Só Deus sabe o quanto é bom aquele cheiro a comida.
Os chineses são (quase) todos uns antipáticos do piorio.
Os chineses quando falam uns com os outros parece sempre que estão numa acesa discussão.
Os chineses não parecem muito românticos, nunca vi nenhum chinês a ser carinhoso com o seu par.
Os chineses não se esforçam para aprender a falar português para atender os clientes.
Os chineses não fazem saldos. Ou se os fazem é só nas meias da colecção de 2002 que tinham guardadas no armazém e que dá jeito despachar.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Da problemática dos ginásios, das cenas fit e da healthy food

Podia já começar por dizer que a problemática da healthy food é que não sabe bem! Correcção, não sabe tão bem como a comida "normal". Sim, por normal, entenda-se aquela caracolada ao fim do dia, aquele cestinho do pão que vem para a mesa, aquele presunto cortado fininho fininho....e poderia continuar nisto o resto do dia.

Mas o que vos venho aqui apresentar hoje é toda a minha parvoíce no seu máximo esplendor e espero que isto não me aconteça só a mim e alguém esteja solidário comigo.

sábado, 18 de julho de 2015

The Sword Holder AKA Vagina

Por Maria das Palavras

https://pixabay.com/en/woman-warrior-elegant-beauty-546175/
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Não me perguntem o que eu estava a pesquisar na altura, mas juro que (nesse momento) não era assim nada de ordinário. Tropecei na raiz etimológica da palavra "vagina" que em latim dá qualquer coisa como "cena onde se guarda a espada". Como não me recordo agora de como se chama em português e me soa melhor, digo em inglês: sword holder.

Nada podia ser mais literal e não é preciso muito esforço para saber como chegaram lá. Mas é curioso pensar como muita mulher sem saber deste facto vive à altura da metáfora de quem agarra a espada.
Não estou a pensar em cenas de deleite, mas no facto de algumas mulheres usarem a sua...baínha...para tentar controlar os homens e a relação na qual estão. Como usam a posição de "guardadora de lâminas"  e são de factos sword holders, ameaçando com a falta de lugar onde guardar a espada se o macho alfa (que assim sendo é um guerreiro sem causa) não se comportar como desejam.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

A Loja dos Trezentos, 2.º acto

Por Onónimo Quiescente


"A Bola está desse lado. Sim, esse aí!"


... estamos agora a cinco minutos do final da partida, senhores telespectadores, em directo exclusivo e em quatro capa aqui na sua Tv Lupanar ... 
(*) 

E Var(u)fakis acaba de sair pela linha lateral com a bola debaixo do braço esquerdo!!! 
Aplausos dos dragões vermelhos gregos e apupos da claque do resto da europa! 
O jogo está parado, senhores telespectadores... 

(La G)arde, quarto árbitro, aproxima-se de Varufakis, lívida, e gesticula agressivamente!!! 
Está a dizer-lhe que o jogo não é para meninas, que volte ao campo e dê o peito às bolas como um homem! 

Varufakis, semblante trocista, gesticula também. Mostra-lhe o dedo, senhores telespectadores, mostra-lhe o dedo, e abandona o campo para o túnel dos balneários!!! 
E leva o esférico consigo! 
No meio campo, o ponta de lança T(z)ipras mantém aquele sorriso parvo na cara. Ninguém sabe se é alergia à maquilhagem ou se é teoria dos jogos...

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Sem casas não há ruas

Por Uva Passa



Ouvi dizer.
Sem casas não há caminhos.
É tudo terreno baldio.
Podemos até fazer um carreiro, uma vereda, um trilho, mas sem casas tudo se desvanece, tudo se confunde.
Não sei se estou no meio, se estou na margem, se estou no caminho certo, porque sem casas não há ruas, não há gente, não há nada.
E é neste preciso estado que me encontro, deprimida, num baixo relevo, sem comentários a aguardar moderação.
Ouvi dizer.
Sem gente não há verão, nem calor, nem procissão.
Mas és livre, oiço dizer.
A quem? Quem fala? Quem vê?
Não tenho casa, nem janelas.
Estou perdida.
No meio do nada.

Leopapo

Por Patife


Se as refinadas técnicas de engate do Patife fossem motivo de um estudo científico de um qualquer Sexual Geographic, certamente que não escaparia ao olhar atento dos cientistas o facto do Patife espreitar sempre as cuecas dos seus alvos. Não pensem que tenho algum fetiche em andar a espreitar cuecas alheias. Que por acaso até tenho. Mas o que me move aqui não é a espreitalhice ordinareca. Isso é só um extra. Eu quero mesmo é saber a cor das cuecas que elas estão a usar pois isso dá-me orientações claras sobre as suas intenções e como agir com determinada senisga, perdão, mulher. Uma mulher quando sai para a rua nem se apercebe, mas a escolha da cor das cuecas que veste é-lhe ditada pelo seu subconsciente, refletindo as suas motivações sexuais momentâneas.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Uma questão de peso

Por Ana


Não sei se se recordam sobre o meu último post. Falei-vos sobre ginásio. Bom, na verdade falei-vos de uma forma um pouco contestatória. A verdade é que eu falo muito da minha preguiça (que é real, entenda-se) mas faço o melhor possível para manter um estilo de vida relativamente saudável. Não sou propriamente uma aficionada pelos sumos detox nem pelas bagas de goji, mas tenho os meus cuidados
Esses cuidados nem sempre foram pensados desta forma. Na verdade, não tinha grandes cuidados com a alimentação e a prática de exercício físico deixou de fazer parte da minha rotina quando vim para Lisboa estudar. Há cerca de dois anos decidi mudar. Perdi muito peso e hoje estou dentro dos valores normais para a minha idade e altura. Felizmente não fiquei com qualquer tipo de marcas, graças a todos os santinhos (e a alguns cremes todos xpto) mas sei que muita gente não tem essa sorte.
Quando tenho dias de merda (que os há, e com alguma regularidade) ainda tenho a tendência de me atirar à comida. Mas depois compenso. Há que haver limites e estabelecê-los logo desde cedo. Deste modo evito voltar a ganhar o peso que tanto me custou a perder. Hoje em dia vivo com a certeza que não vou desperdiçar o esforço que fiz, nem tão pouco vou deixar um estilo de vida que me faz bem e que me deixa feliz.