quinta-feira, 21 de maio de 2015

As parvas de merda -O epílogo

Por Filipa Brás






costumam entrar para o clube das parvalhonas de merda ainda em crianças, é aquela cena do pepino em pequenino, estão a ver?, são as mais parvinhas, as mais irritantes e aborrecidas das crianças. Daquelas que dão vontade de encher de chapadões e orelhas de burro. Em adultas, repetem-se exaustivamente, mas sempre muito convictas, muito crentes de que são extremamente inteligentes, devido aos estudos, lá está, uma vez que o importante é parecerem inteligentes. Chega parecerem, não é preciso serem.
Na verdade, estudaram muito, aprenderam a ler e tudo, o que não quer dizer necessariamente que saibam alguma coisa sobre qualquer coisa. Não é preciso, pois aquilo dos estudos foi basicamente para poder torcer o nariz aos outros, com a sua informação poder matá-los de tédio, e mostrar-lhes assim, que elas é que sabem.
No clube das parvinhas e entre elas, o entendimento é perfeito. Difícil é quando lêem o que calham encontrar na bloga e comentam a primeira merda que se lhes aflora à geniosa cabecinha. Levam a mal quando lhes dizem que não têm sentido de humor, ou dificuldades de interpretação. Amuam e reclamam, porque, ora bem, elas estudaram. Se à partida isso não lhes garante ali e logo um determinado estatuto, então não sei nada sobre estatutos. Por vezes arrependem-se muito de sair daquele circulo do clube das parvas de merda, que como já disse, lá é que se entendem perfeitamente, lá é que massacram os leitores com relatos de merda, mas muito elegantes. São pelo mais do mesmo e se alguém as contraria, também são inconvenientes. Lá está, pertencem à estirpe do "eu é que sei", que consiste na afirmação e defesa da falta de interesse como denominador comum -as verdadeiras parva de merda sabem dizer isto em alemão e grego arcaico. Porque estudaram.
Lá fora. Não gostam de piropos, é coisa de gente reles. Mesmo que haja um mundo a dizer-lhes que não, nem sempre, nem por isso, mesmo que já os tenham recebido e gostado, again, elas é que sabem. E agora sabem que não há cá descriminações entre um gentleman e um carroceiro. São feministas. Porque sim. Podem e gostam do termo. Não precisam de oferecer nada à sociedade nesse sentido, porque outras já o fizeram, e elas são pela não repetição de mais nada que não seja de suas próprias parvoíces. Uma mulher ao tanque, é desvalorizada. Por elas. A mulher tinha mais é que ir tirar um curso bonito, e depois é que voltava às lides da casa, que aí, já podia dizer que era por opção. São categoricamente chatas e, não obstante, uns génios. Um dos maiores receios de uma verdadeira parva de merda, é que um homem se aproxime delas só por causa do seu intelecto. Ou só por causa da sua imagem. Felizmente não lhes tem acontecido muito. 
Resumindo e para que finalmente se feche a porta da curiosidade que este tema suscitou desde que foi parido, há praticamente um ano, as parvas de merda são, em toda a sua extensão umas enfadonhas de primeira apanha. É estatuto restrito a quem se respira a si próprio, é guiar os outros pelas suas próprias vontades, porque elas podem. Porque sim. É ser intransigente com os ideais dos outros e ser o dedo acusatório. É poder mas não deixar fazer, é ser ímpia e magnânima na sua ilegitimidade.
Percebo que se ofendem com fiel retrato. Pergunto: por acaso a Mona Lisa ofendeu-se quando o outro a pintou? 
Fica a questão.

18 comentários:

  1. És um bocado parva não és?!? De merda....

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    1. Não, não sou, não estudei fora, por exemplo.
      Sou só parva, mas a minha opinião, como deve imaginar, é tudo menos imparcial.

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  2. Não percebi este texto...é autobiográfico? Ou estas a dizer mal dos outros, outra vez?

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    1. Está a falar mal da Luna.... É o que mais gosta de fazer!

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    2. Estou? Que curioso... não vejo nomes, falo no plural e tudo. Além diss, o post está de tal forma abrangente que até posso estar a falar de vocês dois/duas, já viram?
      Ora vejam lá quantos pontos têm em comum com as parvas de merdas descritas no post e depois venham-me cá dizer, ok?
      Beijinho!!

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    3. E Porquê o meu comentário apagado. Gostei do post, como sei o passado achei-o engraçado, chamei-te Grande Filipa e apagaste porquê? Insultei-te?
      Enfim, desculpa não te chateio mais.
      BFS

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    4. Não apaguei nada!!
      Aliás, era um pouco tonto fazê-lo. Ora, se levo com estas pessoas e não apago, ia apagar um elogio?!

      Vou tentar perceber o que se passou, até porque recebi notificação por email, dele, e agora já não está lá...

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    5. Afinal está:
      "Anónimo
      11:07 (há 4 horas)

      para mim
      Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "As parvas de merda -O epílogo":

      Ganda Filipa! És a maior entre as Gigantes!
      Teu admirador secreto."

      Mas não apaguei nada...

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  3. Ganda Filipa! És a maior entre as Gigantes!
    Teu admirador secreto.

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    1. Pois, também me admirei.
      Fica bem e é verdade sim. Parvas da merda que não passam do mesmo.
      Cresçam, porra! Armam-se em parvas e depois ai que coisa não toquem no bibelot.
      Ganda Filipa! És a maior!

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  4. Eu gosto de ti.
    A razão é bastante parva mas fazes-me lembrar as pessoas de quem mais gosto na vida.
    Uma das minhas melhores amigas é como tu: desbocada. Diz o que deve e o que é socialmente incorrecto (mesmo que toda a gente ache o mesmo). Mas, no fundo, é das pessoas mais leais e presentes que podem existir.

    E é por isso que gosto dela e revejo isso em ti.
    Se analisar bem as pessoas à minha volta, são as pessoas como tu que são as mais honestas, directas e leais... isso tem sempre o seu charme, para quem gosta :)

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    1. Não vejo nada de parvo na razão que deste.
      Pelo contrário.

      Obrigada pelas palavras, não sei ser de outra forma.

      Felizmente

      :)

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  5. Mas tu não tens outro assunto? Ainda não arranjaste outro saco de pancada? F*da-se, que limitada, sempre a repetir a mesma coisa. E para mim a maior parvalhona de merda és tu.

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    1. Tenho, mas gosto deste. E estou a pensar voltar a ele, mal termine um outro: Os anónimos inúteis, um saco preto e dois calhaus de kg e meio cada.

      Percebam que não posso ter a vossa opinião em conta, afinal os invertebrados não opinam ;)

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    2. Invertebrada és tu, v*ca do c*ralho! O saco preto está bom é para ti, só que precisas de uns calhaus muito maiores, para afundar tão grande saco de m*rda.

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    3. Era o que mais me faltava, um anónimo cheio de pruridos, que usa asteriscos para ofender.

      Anónimo, pá, estrebucha para aí, é sempre um gosto perceber que um post nosso serviu que nem segunda pele, a alguém.
      Beijinhos!

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  6. Caramba que a Filipa tocou na ferida deste anónimo!
    E é tão parvo que pensa que os palavrões a abalam.
    Tristeza de gente!

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